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A importância da respiração no parto

Atualizado: 4 de abr. de 2022

A respiração no parto é um dos cuidados para a mãe e para o bebê. Confira no artigo abaixo a sua importância e conheça três tipos de respiração que podem ajudar o seu parto.


Foto: freepik
“Inspira… e expira. Vamos novamente: inspira… e solta o ar devagar...”.

Você conhece essas instruções? Sentiu-se mais relaxada ao imaginar a sua respiração em um ritmo controlado e fluido?


A gravidez representa um momento único na vida da mulher. Entretanto, as gestantes também experimentam algumas mudanças. Adaptações físicas e o receio da dor durante o parto podem elevar as chances de um estado de estresse.


A respiração no parto faz parte dos cuidados que favorecem as mães e os bebês. São técnicas não farmacológicas, simples e fáceis que podem complementar abordagens para a ansiedade e o alívio da dor.


Ainda, quando aliada a outras estratégias, como alimentação e exercícios, pode contribuir para um parto livre de intervenções desnecessárias. Isso tudo porque a respiração colabora para minimizar desconfortos e para equilibrar o estado emocional.



A respiração no parto: uma opção para aliviar a dor

A respiração no parto potencialmente contribui para a redução da dor durante o parto natural. A dor do parto, embora varie de mulher para mulher, pode ser considerada como uma das dores mais intensas que existem.


O mecanismo da dor é um alerta para eventuais problemas no nosso corpo. Entretanto, na gravidez é um pouco diferente. A contração da musculatura lisa do útero é fisiológica, ou seja, faz parte da natureza do processo do trabalho de parto.


Existem alguns fatores adicionais que podem influenciar na intensidade da dor do parto, como:

  • Medo e ansiedade;

  • Fatores culturais;

  • Experiências prévias;

  • Tamanho do bebê.


O estresse do parto e as respostas a agentes estressores (catecolaminas e cortisol) podem estar relacionados com um trabalho de parto longo e ainda mais dor. Terapias não farmacológicas são mais aceitas pelas gestantes por não representarem riscos para o feto. E aqui começamos a olhar com atenção para algumas opções, como a respiração no parto.


Os exercícios respiratórios vêm sendo utilizados como técnicas complementares para o tratamento de distúrbios emocionais, depressão e ansiedade.


Um protocolo de estudo recente (2020) investigou os efeitos da combinação de exercícios respiratórios, reflexologia e massagem nas vivências do parto. Embora ainda sem resultados definitivos, o trabalho direciona as condutas mencionadas para o alívio da dor.


E quais seriam as outras vantagens da respiração no parto normal?


Foto: Freepik

Uma revisão bibliográfica (2020) sugere impactos positivos das técnicas de respiração no parto, combinada com outras abordagens.


Embora estudos metodologicamente mais robustos sejam necessários, esses benefícios podem ir além do alívio temporário da dor. Listamos a seguir alguns deles:


  • Melhora da saturação de oxigênio;

  • Favorecimento da oxigenação da mãe e do bebê;

  • Relaxamento;

  • Melhora da concentração.


É importante lembrarmos que o organismo materno sofre transformações desde a implantação do óvulo fecundado até o pós-parto. E o sistema respiratório é um dos afetados. Há uma necessidade de suprir a demanda de oxigênio aumentada. A progesterona, hormônio feminino, estimula o centro respiratório e, consequentemente, a ventilação.


O diafragma, principal músculo da inspiração, também tem o seu posicionamento modificado. Localizado entre o tórax e o abdômen, o músculo sofre uma elevação em repouso, como consequência do crescimento do bebê. Também, principalmente no final da gravidez, ocorre um aumento da circunferência da caixa torácica e uma limitação da respiração abdominal.


Tendo em vista todas essas mudanças, a respiração correta no parto também economiza a sua energia. Assim, evita-se a exaustão.

Mas, afinal, que respirações seriam essas e como atuariam?



Técnicas de respiração: princípios e evidências


Alguns autores argumentam que estados psicológicos teriam a capacidade de condicionar a respiração e o seu controle.


Um estudo (2012) sobre o tema destacou evidências sobre o aumento da variabilidade respiratória durante as emoções positivas, a dor e o pânico. Isso significa que estados emocionais seriam capazes de desorganizar processos de controle respiratório.


O mesmo trabalho também ressalta que suspiros (respirações profundas) podem redefinir estados mentais. Portanto, estariam associados ao alívio de tensões. Entretanto, segundo os autores, solicitar uma respiração profunda desnecessariamente não teria benefícios e aumentaria o estresse.


Outra pesquisa (2016) demonstrou que as respirações profundas guiadas aumentariam o alívio subjetivo. Seria mais um passo para se reconhecer que os suspiros parecem ser redefinidores psicológicos.


Uma revisão sistemática e meta-análise atual (2020) analisou a eficácia das intervenções mente-corpo no estresse pré-natal. No trabalho, a respiração diafragmática constava como técnica de relaxamento. As abordagens mostraram-se promissoras para a redução do estresse.


Para alguns estudiosos, deve-se estimular a educação respiratória desde o período pré-natal. O objetivo é conscientizar a mulher para que consiga tirar o foco da dor e manter a respiração no parto de maneira natural. De acordo com a sua tolerância.


E quanto ao tipo de respiração? Deve-se respirar da mesma maneira durante todo o parto?


Continue nos acompanhando! Na próxima quarta, teremos mais um post :)


Deixem suas dúvidas nos comentários para que possamos esclarecê-las.


Texto por Mônica Mello em parceria com Liris Wuo.



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