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A solidão paterna



Já ouviram falar que algumas vezes a mulher se sente solitária em sua maternidade?


Podemos citar inúmeros fatos que criam esse estado de solidão:

  • Carga mental pela não participação efetiva do homem dentro do relacionamento ou da paternidade.

  • Famílias com opiniões contrárias à escolha do parto ou da criação dos filhos.

  • A incompreensão das empresas sobre a maternidade.

E por aí vai…


Mas é provável que poucas vezes você tenha ouvido falar sobre a solidão paterna, afinal homem não chora, não sente angústia, não sente medo, homem precisa ser forte e sempre prover o sustento do lar.


Caso você se enquadre nesse estereótipo acima recomendo não continuar lendo o artigo, pois não será muito interessante para você. Do contrário, gostaria de te contar uma coisinha…

Os homens também sofrem de solidão e arrisco dizer que talvez possa ser tão perigoso quanto a solidão materna.

Assim como muitas mulheres passam pelo processo de transformação física e emocional pós maternidade, alguns homens também passam por esse processo pós paternidade, e muitas vezes conflitando com um ponto muito delicado, sua masculinidade.


Veja um bom exemplo a seguir:

Imagine que você é um pai de primeira viagem e que está no início da sua caminhada de transformação e encontra um grande amigo de infância ou do trabalho (sabe aquela cara que te convidava para as baladas e te chamava de “brother”). Pois é, imagine agora que esse mesmo amigo é pai também, porém vocês nunca haviam conversado sobre paternidade ou questões do gênero (a pegada era conversar sobre mulheres, futebol, sexo, etc…), ele chega para você e diz:

– E aí, papai! Agora você é provedor ou fornecedor?


Bizarro né?

O mais bizarro mesmo é saber que isso é real e que muitos dos seus amigos podem ter o mesmo comportamento, pois o padrão Macho Alpha ainda é conveniente e tranquilo dentro da nossa sociedade patriarcal.

Então, quando damos conta que nossa transformação talvez seja um processo individual, passamos a sentir o peso dessa solidão.

Na minha caminhada, sempre recomendo para os pais que estão nesta mesma estrada solitária, que procurem redes de apoio paterno!

Conversar com outros pais que também estão carregando a mesma solidão e angústia alivia nossa dor e acolhe nosso coração.

Não precisamos estar sozinhos se podemos estar acompanhados, e quem sabe conseguimos transformar esse padrão social para criar um futuro melhor para nossas crianças.




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