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Gravidez após o câncer de mama. É possível?



Descobre-se a gestação. Com a descoberta, várias dúvidas e angústias inerentes a essa fase. O que muitas vezes deixamos de lado é que a vida não acontece em eventos isolados e lidar com adversidades ao longo do caminho pode fazer parte desse processo.

O mês de outubro, eleito como o mês de conscientização sobre o câncer de mama, nos chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce dessa enfermidade e consequente tratamento precoce e eficaz dessa condição – e é na junção desses dois eventos (gestação e câncer de mama) – que viemos hoje conversar um pouco.

Quando imaginaríamos que o diagnóstico de câncer de mama poderia ser feito durante a gestação? E quando a condição antecedeu o projeto de gestação, como isso pode interferir na minha fertilidade? Devo aguardar quanto tempo após o tratamento para ter uma gestação? Devo adiar o tratamento se estiver gestante ao descobrir um câncer de mama? E a amamentação, como fica?

Antes de tudo, respiremos. Se caso essa for uma condição a ser lidada, tenhamos por perto profissionais responsáveis e que possam orientar da melhor forma a condução da gestação e do câncer de mama.

Ao receber o diagnóstico de câncer de mama, tratamento cirúrgico e quimioterápico deverá ser alinhado entre obstetra, mastologista e oncologista para período mais oportuno durante a gestação – no geral são seguros para serem realizados a partir do segundo trimestre e não devem ser postergados, salvo raras exceções.

Pensando em diagnóstico em período prévio à gestação, sempre deve-se discutir sobre preservação de fertilidade – uma vez que o tratamento pode interferir de forma importante aqui – e também quando seria um período seguro para que aconteça a gestação (na literatura encontramos variações de 6 meses até 2 a 3 anos após término do tratamento).

A amamentação por si só é protetora, ou seja, diminui os riscos de câncer de mama e esse é um dos motivos de ser amplamente incentivada. No entanto, se a paciente já obteve o diagnóstico de câncer de mama e estiver sob tratamento quimioterápico ou tenha sido submetida a mastectomia ou suas variações, alternativas à amamentação deverão ser discutidas.

Diagnosticar, tratar, escutar, cuidar, acolher e gestar. Se for esse o desejo, saiba que é possível e que mais uma vez estaremos juntos nessa!


Com carinho, Isadora Isis de Oliveira Araújo Médica Ginecologista e Obstetra





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