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Não é verdade que uma mãe deprimida não consegue cuidar do seu bebê


Começo esse post dizendo que NÃO É VERDADE que a mulher com Depressão Pós-Parto não é capaz de cuidar do seu bebê.



Isso pode acontecer. Mas não é uma condição sine qua non para considerarmos o diagnóstico de Depressão Pós-Parto.


Uma mãe depressiva consegue cuidar do seu bebê. Porém ela o faz de forma automática e, em geral, sente que gasta uma energia maior para fazer qualquer atividade com o bebê.


Quando o bebê chora, ela sente uma agonia porque sente que o bebê lhe convoca e tudo o que ela deseja é deixar-se ali, no limbo, eu diria.


Ela atende seu bebê, mas sente uma dificuldade maior em identificar o que ele realmente precisa. Portanto, se diz que uma mãe em estado depressivo pode não compreender a amplitude de repertório e apenas oferecer o seio para que o bebê sobreviva.


Por outro lado, o bebê, ao olhar para a mãe, tudo o que vê é um seio e um rosto sem vida.


E esse sim é um dos sinais que consideramos para o diagnóstico da DPP: a falta de vitalidade, de energia da mãe. Falta de ânimo.


Podemos ver isso, inclusive, em sinais como: movimentos mais lentos, fala mais vagarosa.


Não seria o caso de retirar o bebê dessa mãe. Mas de ajudá-la a resgatar o ânimo de vida!


Tirar o bebê dela pode ser um “tiro no pé”, pois ela pode se entregar de vez e entrar num poço escuro e sem fundo.


É necessário sustentarmos essa mãe para que ela se sinta fortalecida para voltar a sustentar o bebê. Enquanto isso, oferecer ao bebê outros cuidadores que possam oferecer a troca que ele necessita, mas sem retirá-lo da mãe.




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