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Gestante, descubra o que não pode faltar em seu enxoval!

Acredito que algo essencial no "enxoval" de uma gestante seja o cuidado em relação a saúde mental materna. E se eu pudesse aconselhar você que está lendo isso agora: invista em informações. Deixe de lado essa indústria focada em consumo que te obriga a adquirir itens que serão tão pouco usados e perceba que seu bebê precisará de menos "coisas" que imagina.



Então, aproveito o Setembro Amarelo para tocar neste assunto pouco falado, por vezes negligenciado e enfatizo que são questões que merecem a nossa atenção.


A sociedade espera e quase nos obriga a experimentar e viver a gestação de forma plena e romântica. Não que não seja, afinal, gerar um filho é algo especial, e não me sinto capaz de traduzir em palavras a potência que é viver isso.


Porém, precisamos nos atentar a esse turbilhão de sentimentos que nos assola. Talvez por culpa tenhamos dificuldade em expor as angústias, inseguranças, medos, que aparecem neste mundo novo.


Quando preciso tocar neste ponto, procuro fazer de forma sensível, cuidadosa e valido todas as mulheres que sentem suas emoções fragilizadas durante a gravidez.


Sabemos que naturalmente, do ponto de vista fisiológico, a gravidez modifica nossos hormônios de forma intensa. A nossa orquestra hormonal não é mesma de uma mulher não grávida. Inclusive tudo isso é um preparo para criar nossos filhos.


Essas alterações são diferentes em cada trimestre da gravidez, isso nos faz perceber o quanto nossas emoções podem oscilar durante todo o processo de gestação.


Então, eu, como mãe, mulher, educadora perinatal, defensora da humanização: procuro disseminar o quanto é importante falar e contar para as pessoas sobre isso. Explicar como as coisas realmente acontecem no mundo real.


Você, gestante, que estiver sentindo que as emoções estão a flor da pele, que precisa de ajuda para trilhar este caminho: peça ajuda, se conseguir.


Não se sinta culpada por não enxergar flores em tudo. A jornada de gerar, parir, maternar é intensa, linda, por vezes desafiadora. Ninguém precisa seguir sozinha. E nós precisamos respeitar e acolher gestantes, mães e puérperas que tenham sentimentos diferentes do que as novelas e filmes costumam retratar sobre a maternidade. Saiba que está tudo bem não estar tudo bem.


Você, parceiro ou parceira, ou você que convive com uma gestante: fique atento às emoções dela. Tenha cuidado com falácias, palpites, e procure acolher, cuidar e perceber também quando há a necessidade de ajuda profissional. É importante ter um olhar "clínico" para essa mulher.



Acho que é necessário deixar de lado essa cultura rasa de que tudo são flores, e abraçar os fantasmas que nos aparecem, sem julgamentos. E são tantos...


Muitas vezes não conseguimos pedir ajuda ou demonstrar que as coisas não vão bem. E por isso bato na tecla de que a rede de apoio precisa estar alerta pela saúde mental da mulher.


Então, quando penso, reflito e questiono sobre a importância de trazer a saúde mental para um lugar de visibilidade e atenção, só consigo pensar em uma resposta. Por que cuidar de quem cuida é um dever e um ato de amor.


Sejamos escuta, sejamos apoio, sejamos abraço e cuidado. A forma como uma mulher vivencia sua gestação irá interferir no seu parto e em sua experiência de parentalidade. Isso é vasto, e vai muito além do que podemos imaginar.


A todas as gestantes, desejo um lindo e leve gestar. Com muito carinho, informação e acolhimento.




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