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Como Criar Filhos Felizes

Atualizado: 30 de ago. de 2022


Foto de Alexander Dummer no Pexels

Por Mariana Miguel

Psicóloga da Maternidade

@psico.marimiguel


Se você está aqui é porque você deseja oferecer ao seu filho uma educação que ensine-o a viver bem consigo mesmo e com os outros, além de reagir às exigências da vida com confiança, serenidade e sabedoria, a fim de que ele tenha mais chances de ser feliz e ter sucesso.


Portanto, estamos falando de utilizar as situações cotidianas para favorecer o desenvolvimento da Inteligência emocional.


O que é isso? Habilidades como resiliência, empatia, fluência de ideias, boa relação interpessoal, foco em solução de problemas. Cada vez mais, habilidades assim se destacam como diferenciais – principalmente para o mercado de trabalho.


A inteligência emocional nada mais é do que a capacidade de expressar emoções e construir relacionamentos. Segundo Daniel Goleman, autor de best-sellers como “Inteligência Emocional – A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente”. Para ele, a sobrevivência e o crescimento de um projeto – seja ele profissional, acadêmico ou pessoal – não dependem apenas de conhecimentos técnicos, mas do modo como se lida com pessoas e emoções.


Vamos entender melhor isso:


Você certamente conhece pessoas que:


· São tão perfeccionistas que não conseguem ser objetivas. Perdem tempo, não entregam resultado, sofrem e se preocupam mais do que deveriam porque precisam revisar cada vírgula,

· São excessivamente tímidas e têm dificuldade para se relacionar com pessoas e trabalhar em grupo,

· Não sabem se comunicar direito,

· São inseguras e ansiosas e isso prejudica o desempenho numa prova ou no trabalho,

· Ficam tão nervosas para falar em público que não conseguem ou não se desempenham bem.


Enfim, já deu pra perceber que as questões emocionais afetam diretamente a capacidade técnica. Você pode ser um excelente profissional, ter muita competência técnica, mas, se você não souber lidar com suas emoções, pode não desenvolver seu potencial máximo e ainda perder oportunidades por causa disso.


É justamente o que diz alguns estudos realizados na Universidade de Harvard, em que somente 15% dos nossos resultados estão ligados a nível de desenvolvimento técnico, enquanto os outros 85% estão ligados a questões de habilidades e atitudes.

E ainda, ser inteligente (QI) é um dos princípios para conseguir um bom emprego, mas são as habilidades emocionais que vão definir a permanência da pessoa na empresa e lhe garantir sucesso profissional.


A essência da inteligência emocional, então, é entender as emoções e sentimentos e usar isso racionalmente para melhorar nossas relações, seja no âmbito profissional ou pessoal.

Imagine manter a calma e a serenidade ficando livre do desespero quando acontece um problema no trabalho? Além disso, analisar o ocorrido, pensar estrategicamente e achar uma solução. E, melhor ainda, depois do episódio, conseguir planejar processos que evitem as falhas ocorrerem novamente. Quem não quer ser assim?


A boa notícia é que a inteligência emocional é uma habilidade que pode ser trabalhada e desenvolvida como qualquer outra.


A infância é considerada o melhor período para começar a ensinar e exercitar a inteligência emocional, uma vez que, o quanto antes forem estimuladas as habilidades que a envolvem, maior a possibilidade de se tornarem respostas naturais às situações e, principalmente, aos desafios.


Mas, como a maneira que você educa seu filho pode favorecer o desenvolvimento da inteligência emocional?


Primeiro, eu vou te dizer o que não favorece o desenvolvimento dela:

· Bater

· Castigar

· Punir

· Humilhar

· Chantagear

· Ser permissiva


Qual criança você acha que está desenvolvendo inteligência emocional? A que, quando derruba um copo de água, vê a mãe furiosa, chamando-a de desastrada? Ou a que percebe que errar não é um problema e que limpa a sujeira que fez? A criança que é obrigada por seus pais a emprestar o brinquedo para o amiguinho ou a que tem a opção de não fazê-lo e ainda refletir sobre como o amiguinho deve estar se sentindo? E ainda: a criança que apanha porque bateu no coleguinha ou a que pode entender que não se bate porque se está nervoso e ainda tem a oportunidade de fazer as devidas reparações com o colega?


Falando de exemplos sobre permissividade: será que a criança cuja mãe atende a todos os desejos dela, está desenvolvendo importantes habilidades emocionais? Ou será que ela está aprendendo que o mundo deve servi-la? E aquela criança cuja mãe faz tudo por ela – inclusive coisas que ela já poderia fazer sozinha, mas, por praticidade e agilidade (como vestir-se, comer, escovar os dentes, etc.) a mãe faz por ela? Será que essa criança está aprendendo a se sentir capaz e confiante ou está aprendendo que é melhor alguém fazer por ela porque ela mesma não tem capacidade?


Eu poderia dar inúmeros exemplos, mas o fato é que você deseja criar filhos responsáveis, resilientes, honestos, compassivos, confiantes, corajosos e gratos (por exemplo). Então você precisa saber que, desde os primeiros momentos da vida de seu filho, as decisões que você tomar como mãe vão ajudar a moldar o futuro dele. Cada decisão tomada pode nutrir ou desencorajar essas qualidades que você quer promover.


As crianças que conseguem desenvolver um senso de importância e aceitação de si e dos próprios atos perante o mundo, reconhecem que devem valorizar a própria vida e buscar relacionamentos em que também são respeitadas.


Crianças que são ensinadas a entenderem a perspectiva da outra pessoa, conseguem desenvolver empatia.


Ao desenvolver a autoestima e a empatia, as crianças se tornam capazes de responder de forma mais adequada aos problemas que aparecem em suas vidas. Eles tendem a se tornar adultos independentes, porque são mais seguros de si e têm habilidades para tomar as próprias decisões.


Sem receber punições rígidas, os filhos são ensinados a lidar com os próprios erros com mais responsabilidade e com menos medo de falhar, devem ter mais ousadia para criar sem receio de ser julgados por si mesmos e pelos outros.


Profissionais que estudam o desenvolvimento infantil sabem que crianças com inteligência emocional apresentam rendimento escolar avançado, menores níveis de estresse e, ainda, maior capacidade de lidar com os desafios e de estabelecer relações positivas e felizes. Além disso, os benefícios se estendem para a vida adulta, nos âmbitos pessoal, social e profissional.


Desse modo, pode-se dizer que os benefícios não se restringem ao momento em que os indivíduos são crianças, mas valem para toda a vida, já que, em geral, os adultos mais bem-sucedidos, seguros e felizes tiveram uma boa educação das emoções.


Inteligência Emocional, portanto, não tem a ver apenas com sucesso profissional, mas com mais saúde mental e mais chances de ser feliz e ter satisfação com a vida.


A educação é mais do que ensinar a dizer “por favor” ou “obrigado” ou a se comportar bem. Educar é ensinar habilidades úteis para a vida e precisa ser pensada à longo prazo.


Será que você está ajudando o seu filho a desenvolver as habilidades que ele vai precisar futuramente para a vida pessoal, acadêmica e profissional?


Comece hoje mesmo a mudar sua maneira de educar! Aproveite as situações do dia a dia para ensinar seu filho a ser paciente, a enxergar o ponto de vista do outro, a se acalmar antes de lidar com os problemas, a lidar com as consequências do que faz, a buscar soluções, a falar e conversar.


Acesse mais conteúdos como esse em @psico.marimiguel



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