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Como respirar no trabalho de parto?

O padrão respiratório pode variar de acordo com a necessidade da parturiente e com a fase do trabalho de parto. Porém, existe um elemento que é comum aos tipos de respiração no parto.


Foto: Canva

A cada início, término e intervalo de contração, o ar deve entrar suavemente pelo nariz e sair pela boca. Essa respiração profunda e relaxante, em muitos casos, é suficiente para lidar com a experiência do parto.


Há situações em que variações são necessárias. Afinal, cada mulher é diferente.


Mas lembre-se que estamos evitando o cansaço! Então, o recomendado é deixar as adaptações para as contrações vigorosas. Quanto mais rápidas as respirações, mais energia será usada!


Separamos três padrões de respiração que você poderá aprofundar com um profissional especializado. E seguir as orientações da equipe que auxilia o seu parto também é crucial.




1 - Respiração torácica lenta e profunda


A respiração torácica lenta durante o período das contrações ameniza o contato do músculo diafragma com o útero. E isso alivia a sensação da dor e mantém a oxigenação.


São inspirações e expirações torácicas prolongadas e naturais, que podem ser realizadas de olhos fechados. Você também pode escolher um ponto focal ou uma imagem agradável e se concentrar nesse ponto durante a contração.


As recomendações sobre o início desse tipo de respiração no parto podem variar. Isso significa que você deve aguardar uma certa dilatação para começar. Ou seja, a fase ativa do trabalho de parto.


De maneira geral, é como se você procurasse respirar a metade das vezes que estaria respirando normalmente. Os benefícios desse padrão para a parturiente envolvem o relaxamento e o controle voluntário do ritmo respiratório.


Assim, evitam-se duas coisas: fazer força muito cedo; e a hiperventilação: aquela sensação de tontura que acontece quando respiramos rápido.




2 - Respiração superficial leve


A dor é uma experiência sensorial e individual. E as suas repercussões podem ser identificadas por queixas e pela alteração dos sinais vitais.


Com o avanço das contrações, é normal que a dor também aumente. E que a sua respiração fique, digamos, mais acelerada. Estamos chegando na fase de transição do parto.


A respiração lenta e profunda pode não ser mais suficiente para manter o relaxamento e o conforto. Desse modo, aqui está uma opção.


Na respiração superficial leve temos inspirações um pouco mais curtas, inalando uma quantidade menor de ar. A expiração continua sendo pela boca.


Então, durante as contrações, são realizadas respirações superficiais; e no intervalo, retorna-se ao padrão anterior: lento e prolongado.


Todo o esforço em torno da consciência da respiração no parto tem como objetivo evitar a fadiga muscular e manter a oxigenação adequada. Além de manter a parturiente relaxada e pronta para a fase de expulsão.


Foto: DCStudio via freepik


3 - Respiração na fase expulsiva do parto


Chegamos a fase expulsiva do trabalho de parto. As contrações ficam longas, fortes e espaçadas. Preconiza-se manter a atenção nos picos de contração.


A utilização da respiração no período expulsivo do parto é muito importante. Nessa hora, os esforços expulsivos e o relaxamento da musculatura perineal devem coexistir.


A vontade de fazer força para a saída do bebê passa a ser cada vez mais

instintiva, reflexa e espontânea. E prender a respiração neste momento não seria aconselhável.


Recomenda-se, na hora do nascimento, inspirar-se pelo nariz e expirar longamente, junto com a onda de força. E, no intervalo das contrações mais vigorosas, retornar à respiração lenta e profunda para relaxamento.


O conhecimento da respiração no parto, em sua fase expulsiva, evita o padrão ofegante e descontrolado. Esse tipo de respiração associa-se à tensão, expondo a parturiente a uma experiência negativa de nascimento do seu bebê.


Como conclusão, podemos dizer que a respiração no parto (e no trabalho de parto) tem a sua relevância.


Destaca-se por ser uma conduta não farmacológica e, usualmente, bem aceita pelas gestantes. Promove o relaxamento, o alívio do estresse e a conscientização sobre o corpo feminino.

Além disso, por manter a troca gasosa adequada durante o processo do parto, beneficia também o bebê. E ao orientar o uso da musculatura no intuito de evitar a fadiga, contribui para um nascimento natural e fisiológico.


Gostou das informações no artigo? Deixe nos comentários a sua dúvida, para que possamos esclarecê-la o mais breve possível! E continue acompanhando o nosso blog para mais temas sobre gestação e maternidade.


Na próxima quarta, teremos mais um post :)


Texto por Mônica Mello em parceria com Liris Wuo.



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