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Filme "Turning Red" - Quando os pais ganham a batalha, mas perdem a guerra.

por @psico.marimiguel


Imagem extraída de adorocinema.com

*CONTÉM SPOILER*


Em Red: Crescer É uma Fera, quando uma adolescente fica muito nervosa, se transforma em um grande panda vermelho. O longa aborda dessa forma, a jornada de amadurecimento da personagem, suas inseguranças dessa fase onde, a personagem principal está dividida entre a filha que sempre foi e sua nova personalidade, intensificada por todos os sentimentos conflitantes que a adolescência provoca.


Além do caos gerado por todas as mudanças em seus interesses, relacionamentos e corpo, sempre que a garota fica muito agitada ou estressada, ela vira um panda vermelho gigante, - o que com certeza, só gera mais problemas para a jovem - sendo uma metáfora para todas as vezes que, constrangidos pelos novos desafios que se apresentam em nossas vidas, as inseguranças só se agigantam. Extraído de https://www.adorocinema.com/filmes/filme-263058/


Na luta por viver sempre para agradar à sua mãe, Meilin, a personagem principal, se vê cada vez mais pressionada entre não desapontar à mãe e fazer as próprias escolhas. É assim que ela se torna uma fera – justamente por não aguentar tamanha pressão. Entretanto, no meio disso tudo, ela recebe apoio das amigas e consegue encontrar um lugar de segurança e calma e assim, aprende a controlar suas emoções e sua fera interior!

Enquanto a mãe dela cobrava perfeição, que ela sempre tirasse nota máxima nas provas, sempre estivesse no primeiro lugar nas competições, as amigas diziam à Meilin: “O importante é você tentar”, “Você competiu até o final”, “Mesmo que não tenha ficado em primeiro lugar, você é a número 1 em nossos corações”. Quando a mãe nem a encarava por causa de ter se tornado um panda, as amigas diziam: “nós te amamos, com panda ou sem panda!”. Que encorajador! Não é à toa que, quando precisava se acalmar, Meilin se lembrava dessas palavras das amigas, e não da mãe.


Muitas vezes atormentamos nossos filhos para fazerem melhor, tirarem notas melhores, etc porque os amamos e acreditamos que, se fizerem isso, serão mais felizes. O que eles geralmente ouvem é que nada do que fazem é bom o suficiente e que nunca conseguirão nos agradar.


Daqui há 10 ou 20 anos, a nota que seu filho tirou na prova provavelmente não terá nenhuma importância. Entretanto, a proximidade e a confiança que vocês nutriram nos momentos difíceis e desafiadores, certamente impactará o restante da vida.


Se eu pudesse fazer uma recomendação extremamente importante, eu diria: não se deixe enganar pelos resultados imediatos ou à curto prazo. Na educação de seu filho, os resultados à longo prazo são os que mais importam. O que eu quero dizer com isso? Se você castigar, criticar ou humilhar o seu filho pelas notas baixas, até poderá motivá-lo a estudar mais. Entretanto, isso criará hostilidade e distanciamento entre vocês, no mínimo. Você pode acreditar que fez um bom trabalho ao perceber que ele está estudando mais e tirando notas melhores, entretanto, ficará se perguntando onde errou quando ele crescer e não compartilhar com você seus problemas e dificuldades.


Ou seja: você pode ganhar uma batalha, mas perder a guerra se não pensar nos resultados à longo prazo para educar seu filho! Pense nisso!




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