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O que é violência obstétrica?

Atualizado: 12 de dez. de 2023

“A violência obstétrica é o desrespeito á mulher, seu corpo e seus processos reprodutivos. Isso acontece através de tratamento desumano, transformação de processos naturais do parto em doença ou abuso da medicalização, negando ás mulheres a possibilidade de decidir sobre seus corpos” (conceito realizado pela defensoria pública de SP).


violência obstétrica

Tendo essa definição como pressuposto, podemos entender que, todo ato que retira da mulher seu protagonismo e autonomia, como procedimentos feitos sem consentimento, colocar a mulher sob sofrimento desnecessário tanto físico quanto psicológico e minimização/silenciamento da mulher em uma fase de tanta vulnerabilidade psíquica, é violência obstétrica.


Esse ato pode se dar por qualquer profissional de assistência ou pessoa que tenha contato com a gestante.


A reflexão que quero trazer é que sob o ponto de vista psicológico, os danos que essa conduta pode trazer para a mulher e também sua família, são muito profundos.


Cada mulher deve ser assistida em sua individualidade. O que faz um parto ser humanizado é a assistência adequada, não a via de nascimento.

Em alguns casos há uma redução tão grande desse lugar de protagonismo que as próprias mulheres começam a se questionar sobre a legitimidade de suas dores. Como isso é cruel. Sobretudo se pensarmos que o parto não tem replay! Imagens, palavras, insinuações e ações podem marcar para sempre um momento que era pra ser o mais acolhedor possível.


Para você que sofreu violência obstétrica, quero dizer que: Sinto muito por isso. Ninguém merece ser submetido a atos dessa natureza. Saiba que a culpa não é sua. Se sentir triste ou impotente não é fraqueza. Você pode denunciar! Você merece acolhimento e empatia para ressignificar essa violência sofrida e não julgamento ou palpites.


Para você, gestante, se informe sobre humanização do parto, escolha uma equipe que confie (se possível, pois sei que não é a realidade da maioria), mas sobretudo, saiba que você merece respeito, carinho, afeto e segurança.


Se precisar de ajuda especializada, estou aqui para te acolher.



 

Texto escrito por Tayane Rodrigues, Psicóloga Perinatal parceira Gestar


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